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21 de setembro de 2012

Uma goleada histórica


Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)

Na manhã de amanhã teremos mais um clássico entre Schalke 04 e Bayern de Munique na Veltins-Arena. O clássico marca o encontro das duas das mais tradicionais equipes da Alemanha e a promessa é de um grande jogo. Visando aumentar a confiança do schalker para o jogo nada como relembrar uma histórica goleada do nosso querido clube sobre o rival bávaro.

Na temporada 2001/2002, o Bayern brigava com Bayer Leverkusen e Borussia Dortmund, que viria a ser o grande campeão, pelo título da Bundesliga. Sem muitos alardes, o Schalke não tinha grandes aspirações no campeonato, mas também não estava disposto a fazer feito.

No clássico contra a equipe de Munique, os azuis-reais tinham como única vantagem o fato de jogarem em casa já que todos apontavam os bávaros como grandes favoritos para aquele jogo ocorrido no dia 25 de janeiro de 2002. Contudo, na prática, as coisas não encaminharam como todos esperavam, o Schalke não tomou conhecimento do rival e aplicou uma impiedosa goleada por 5 a 1 para a alegria de toda sua torcida.

Alguns pontos daquele jogo merecem ser destacados, como o fato de que o técnico azul-real era o mesmo de atualmente: Hubb Stevens. Enquanto isso, o Bayern contou naquela época com um jogador que se faz presente no plantel atual do time: o atacante peruano Claudio Pizarro.

Coincidências à parte, é verdade é que a goleada história serve para aumentar a confiança para o clássico da manhã de amanhã. GO SCHALKE!

Vídeo com os gols da partida:



Ficha Técnica

Schalke: Reck; Matellán, Van Hoogdalem, Waldoch e Möller; Böhme, Kampuhls, Nemec (Kmetsch) e Wilmots (Asamoah); Sand e Mpenza (Vermant). Técnico: Hubb Stevens

Bayern: Kahn; Sagnol, Kovac, Linke e Thtam; Scholl (Hargreaves), Effenberg, Jeremles (Finke) e Tarnat; Élber (Pizarro) e Santa Cruz. Técnico: Ottmar Hitzfeld

Cartões Amarelos: Schalke: Willmots // Bayern: Effenberg

Cartão Vermelho: Bayern: Tarnat

Gols: Schalke: Mpenza (34'), Sand (35'), Böhme (54'), Van Hoogdalem (75') e Kamphuls (90') // Bayern: Scholl (49')

21 de maio de 2012

15 anos do épico título da Copa da UEFA


Hoje, completa-se 15 anos do 1° título internacional do Schalke: a Copa da UEFA 96-97. Bem, aqui vai um texto especial feito pelo nosso amigo Felipe Portes.

Por: Felipe Portes (@portesovic)
Originalmente publicado no blog Total Football

Primeiro título internacional do Schalke, a Copa UEFA de 1996-97 ainda é lembrada pelos alemães em função do triunfo sobre o grande esquadrão que era aquela Internazionale. Sem possuir um plantel brilhante, valeu a união dos jogadores e o excelente trabalho de Huub Stevens à frente dos azuis reais. 

Terceiro colocado na Bundesliga de 1995/96, a agremiação de Gelsenkirschen ganhou vaga direta na 1a rodada, depois da 1a pré-eliminatória e da fase de classificação. Ainda funcionando em formato mata mata, concorrentes que tivessem consistência poderia ir longe, e foi justamente o que Stevens e seus pupilos fizeram naquele ano.

Sediando seus compromissos no Parkstadion, fechado em 2001 o Schalke mostrava força para uma arrancada histórica. Debaixo das traves, Jens Lehmann. Na defesa, o ídolo Olaf Thön, Yves Eigenrauch, Thomas Linke e Johan De Kock. Radoslav Látal era o volantão, resguardando e apoiando Andreas Müller (não, AQUELE era Andreas Möller, ídolo do Dortmund), Ingo Anderbrügge, Jiri Nemec e Mike Büskens. O tanque Marc Wilmots, ao lado de Martin Max, formava a costumeira dupla de ataque. 

O primeiro adversário foi o Roda JC, que não resistiu ao estilo de jogo germânico na primeira perna e levou 3-0, com dois de Wilmots e um de Youri Mulder, para tentar reverter na Holanda. Um empate em 2-2, (com gols de David Wagner e Wilmots) eliminou os negroamarelos dos Países baixos e abriu caminho para o Schalke enfrentar o Trabzonspor a seguir. 

Diante de mais de 50.000 torcedores, o Schalke sofreu para fazer 1-0 nos turcos. Max marcou o tento solitário na noite de Gelsenkirschen restando apenas 14 minutos para o apito final. Quem esperava nova retranca dos otomanos do Trabzonspor se surpreendeu com o duelo de volta no Huseyin Avni Aker. Shota Arveladze, aquele, diminuiu o estrago causado por De Kock, que havia marcado duas vezes. Hami Mandirali empatou e virou para o time da casa aos 71, mas Max, decisivo, igualou o placar dois minutos depois e deu a vaga aos alemães.

Pela frente, agora era o Club Brugge, no Jan Breydel Stadion. Com os belgas, vinha o primeiro revés azul real na competição. Mario Stanic inaugurou os trabalhos, Büskens empatou no começo do segundo tempo e Robert Spehar colocou os blauw zwart em vantagem para o confronto fora de casa. Entretanto, Max e Mulder não deram chance aos rivais de Bruxelas e o 2-0 serviu para que o Schalke progredisse até as quartas de final contra o Valencia.

A missão de derrotar Los Che não foi tão difícil quanto o imaginado. Linke e Wilmots fizeram os gols num cotejo pouco movimentado e de muita marcação por parte dos espanhóis. No Mestalla tivemos um confronto mais acirrado. Schalke saiu na frente com Mulder e Alberto Poyatos empatou para o Valencia antes do intervalo. Huub Stevens teve aquela conversinha com os seus comandados e a tarefa era uma só: evitar a virada. Dito e feito, germânicos nas semis contra outra equipe ibérica. O Tenerife de Francisco Rojas, Aurelio Vidmar, Slavisa Jokanovic e Oliver Neuville chegava embalado com vitórias sobre Maccabi Tel-Aviv, Lazio, Feyenoord e Brondby, certamente tinha bons motivos para estar naquela fase.

Logo aos seis minutos de jogo no Heliodoro Rodriguez Lopez, Felipe Miñambres (aqueeele Miñambres se chama Oscar, não confundir) anotou numa penalidade o gol que colocaria a equipe das Ilhas Canárias na frente pela vaga na grande final. Os visitantes alemães não conseguiram passar pela barreira defensiva armada e sofreram os 90 minutos para marcar. Saindo de Santa Cruz do Tenerife com 1-0 contra na mala, era preciso foco para evitar novas e maiores dificuldades jogando em casa.

O equilíbrio marcou o encontro no Parkstadion. Sabendo que o empate era dos visitantes, o Schalke se lançou à frente e precisava balançar as redes para ao menos levar a decisão para o tempo extra. Linke, aos 68 deu a primeira nota na sinfonia azul real. Com o agregado em 1-1, foi preciso decidir a parada na prorrogação. Era muito drama e aos 107, dois minutos da segunda etapa, Wilmots deixou mais uma vez a marca do artilheiro. Antes das sempre temíveis penalidades, o centroavante belga tratou de dar jeito e colocar o seu time na final contra a Inter, que passou pelo Monaco na outra semifinal.

A decisão
Em 21 de maio de 1997, o caldo ferveu na decisão. Fazendo a primeira perna da finalíssima em Gelsenkirschen, os germânicos ditaram o ritmo e venceram a forte defesa nerazzurri com gol de Wilmots, aos 70, que marcava seu sexto naquela Copa UEFA, goleador máximo dos alemães. A hora da verdade viria no Giuseppe Meazza e a Inter ia entregando o troféu, quando faltando dez minutos para o final, Iván Zamorano deu sobrevida a Roy Hodgson e seus pupilos. Persistindo a igualdade na prorrogação, o jeito foi aguardar o grande vencedor após a disputa de pênaltis.

Enquanto o mesmo Zamorano e Aron Winter desperdiçavam suas cobranças pelo lado italiano, Anderbrügge, Thon, Max e Wilmots convertiam para os alemães. Apenas Youri Djorkaeff marcou pela Inter e o placar ficou em 4-1 para o visitante, que ergueu a taça com muito mérito após duras penas.

Campanha
1a rodada
Schalke 3-0 Roda JC
Roda JC 2-2 Schalke

2a rodada
Schalke 1-0 Trabzonspor
Trabzonspor 3-3 Schalke 

3a rodada
Club Brugge 2-1 Schalke
Schalke 2-0 Club Brugge

Quartas de final
Schalke 2-0 Valencia
Valencia 1-1 Schalke

Semifinal
Tenerife 1-0 Schalke
Schalke 2-0 Tenerife

Final
7 de maio de 1997 - Parkstadion, Gelsenkirschen
Schalke 1-0 Internazionale
21 de maio de 1997 - Giuseppe Meazza, Milão
Internazionale 1-0 Schalke (1-4 nos pênaltis)